segunda-feira, junho 07, 2004

A pedido

Um amigo quis que eu vertesse tinta sobre as quotas das mulheres em medicina.

Caro A..., ainda não é desta que o vou fazer, mas não posso deixar de dizer isto: não têm os homens mulheres por quem se apaixonam, que adoram, a quem se juntam com promessas de amor eterno e de quem colhem frutos que poderão também ser mulheres? E não sucede o mesmo na inversa?

Então, é a essas pessoas que desejamos uma boa quota (que é o mesmo que dizer, aguenta aí os cavalos?). Seria eu capaz de defender isso para a minha filha? Claro que não. E se a minha filha o viesse desejar para mim, que tipo de pai teria eu sido?

Por estas e por muitas outras, o país "em geral" e o mundo "em particular" são uma bela merda.

Em Portugal, raramente se vê uma vontade colectiva em levar por diante o pouco que ainda temos neste rectângulo banhado de sol e mar. Depois, curiosamente, benzidas a água benta e de joelhos esfolados, as pessoas admiram-se. "Solidariedade" é uma palavra comprida. Não é uma palavra cumprida.

A..., um grande abraço, e um dia hei-de dizer qualquer coisa mais pensada sobre isso.

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