sábado, julho 28, 2007


PARA UMA DEFINIÇÃO DE MESTRE

A mandíbula estende-se sob os lábios retesados que se soltam depois para ensaiar uma linha tranquila e logo um riso mudo. Os olhos pequenos perseguem a matilha em frente. Satisfação pura e os gestos repetem-se e redefinem o rosto do maestro. Leonard Bernstein a conduzir a Wiener Philharmoniker pela Sinfonia 88 de Joseph Haydn.

No final, os aplausos não traem nem viram o olhar. É ainda a matilha que fixa. Beija o primeiro violino à sua esquerda, estende as mãos à direita. A fugaz vénia, só depois. E como ele era o homem-espectáculo. Mas, primeiro o que está primeiro.

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