quinta-feira, setembro 04, 2003

Estou um pouco farto de gente que não sabe escrever - e escreve. De gente que não sabe falar - e fala. De gente que não sabe pensar - e pensa. De gente que não sabe cantar - e canta. Não era isto o que eu queria para o meus país porque não é isto o que eu quero para mim.

De tudo, fica-me uma terrível pena das gentes da terra. Que falam mal mas sabem o que dizem. Que pensam e se desenrascam. Que podem apenas não saber escrever porque não os deixaram. Sem brilhantismos e holofotes. Que nasceram para viver. Como a minha avó - verdadeira de corpo inteiro - genuina como poucos. Não sbia ler. Não sabia escrever. Todos os dias o campo era a sua vida, sem férias. Mas nunca lhe conheci uma presunção. Que esteja bem - se a fé dela valer mais do que o incrédulo que eu sou.

Até já

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